Cada silêncio, presente,
Sepulta a doída esperança.
Derrama um bálsamo em palavras...
Pouco falas?
Muito encantas!
Teus dizeres,
Feito versos,
Brancas pétalas de açúcar,
Pacificam todo o tempo
Suportando a ausência crua.
Vem, menina, arredia!
Vem dizer pra sempre não;
Só não fiques tão distante
Com tua voz e a face nua.
Face de anjo ou rósea face,
(Não da cor,
Face de flor)
Cada pétala tão fina,
Onde cai, germina amor.
Não te acanhes se te digo
Do que sinto, sem temor.
Não é nunca culpa tua
Ter perfume de mulher
Em teu corpo de ternura.
(Júnior Dinucci)