Pro forte Sol, campim de terra...
No mei de tudo, alegria...
Brigava hoje; amanhã ria.
Eita, tempim de coisa boa!
Topo de árvore, roda de amigos...
Falavam de tudo até mãe gritar:
“_Minino, v’embora, ou vou te pegar!”
Só tinha o colégio pra aborrecer!
Melhor era a rua, vou mentir pra quê!?
À tarde até era legal ir pra escola...
Pulava o muro só pra jogar bola!
Terreno baldio, playground da gente...
Pista de bicicleta...
_ Pega pó de serra pra gente espalhar!
Se chovia, barro é raça!
Acabou...
Tão rápido passou.
Da feliz simplicidade,
Às duras obrigações.
Contas a pagar.
Mãos a apertar.
Risos a fingir.
Tudo tão aquém de lá.
De bom, a memória
Preservando aqueles dias de verdade,
Em que tudo era verdade...
Até nós. Nós éramos de verdade.
Júnior Dinucci
Nenhum comentário:
Postar um comentário