Seu cheiro pelo quarto despetala.
Atento, fico então a adorá-la,
Em ritos de saliva e sons confusos.
As mãos entrelaçadas se afastam
E logo se procuram agressivas.
Você não quer jamais ser subjugada,
Mas cede quando lhe toco a ferida.
Então a seiva escorre bem do âmago
E sinto, penetrando-a, seu fluir.
Você ocupa mais do que uma cama...
Minh’alma, o quarto, o mundo, o infinito.
Carlos Dinucci
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